


Até o século XV, Okinawa era um reino independente denominado Ryukyu. Ele estava dividido física e politicamente em feudos; dentre eles destacamos três: Nanzan (reino do sul), Chûzan (reino do Centro) e Hokuzan (reino do norte), governados por três diferentes chefes políticos; até que em 1429, Sho Shin unificou os três reinos, proclamando a região de Shuri como capital do Reino de Ryukyu. Desde então, o Shurijo (castelo de Shuri) tem sido o coração da cultura, da política e da economia de Ryukyu. O castelo original foi queimado, durante a Segunda Guerra Mundial, e sua restauração só foi concluída no início da década de 90.
Já em 1609, Ryukyu foi dominado pelo reino de Satstuma (atual Kagoshima), sendo incorporado ao território japonês em 1867, durante a Reforma Meiji, tornando-se assim, Okinawa-ken.
Durante a Segunda Guerra Mundial, a província foi rendida e invadida pelo exército americano, na sangrenta Batalha de Okinawa. Após este trágico incidente, a ilha foi tomada pelo governo americano (por causa de sua localização estratégica) que a controlou até 1972, data em que foi devolvida ao governo japonês. Durante esse período, os Estados Unidos estabeleceram lá várias bases militares, e mesmo após a devolução, os americanos ainda mantem uma grande presença militar no arquipélago.
Apesar disso, Okinawa ainda mantém viva a cultura de seus ancestrais, seja nas tradições, nos costumes, no dialeto e até mesmo na religiosidade.